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Miséria & CIA

"Senhoras e senhores estamos aqui, pedindo uma ajuda por necessidade, pois tenho irmão doente em casa. Qualquer trocadinho é bem recebido. Vou agradecendo antes de mais nada aqueles que não puderem contribuir, deixamos também o nosso muito obrigado, pela boa vontade e atenção dispensada. Vamo agradecendo antes de mais nada..." (O Rappa - Miséria S.A.)

Ontem voltando para casa, depois de uma entrevista de emprego, no ônibus que estava entrou um jovem com uma criança no colo pedindo ajuda. Com o discurso que falou, me comovi e dei algumas moedas para ele. Depois comecei a perceber que atualmente tem muitas pessoas pedindo esmola nas ruas. Sempre aquela frase "melhor pedir do que roubar" e um dia desses eu tive a coragem de dizer "melhor trabalhar que pedir". Mas, de quem é a culpa? Sei que minha não é muito menos das pessoas que ficam pedindo. E tudo recai sobre o governo, que não dá educação, que é inseguro viver, que não tem saúde que... e não terminaria a lista por aqui.

Cada um tem seus problemas, mas como obter uma solução para isso? Uma questão muito dificil para resolver. O Governo do Distrito Federal (GDF) pede para que não atenda os pedidos dessas pessoas para não incentiva-las a pedir. As vezes quando vejo essas pessoas pedindo em semaforos, me doi o coração por não poder ajudar, pois em uma das questões morais da Igreja Católica diz para dar esmola. Não ajudo, não por atender a campanha do GDF, mas porque me falta o "trocadinho" para ajudar.

"Não é nossa culpa, nascemos já com uma bênção. Mas isso não é desculpa pela má distribuição. Com tanta riqueza por aí, onde é que está cadê sua fração. Até quando esperar... E cadê a esmola que nós damos sem perceber que aquele abençoado, poderia ter sido você. Com tanta riqueza por aí, onde é que está cadê sua fração." (Plebe Rude - Até quando esperar)



Escrito por edmagalha.ferreira às 12h05
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Jornada Mundial da Juventude

"You will receive power when the Holy Spirit has come upon you; and you will be my witnesses." (Mas recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas. At 1,8)

Só quem já participou de uma Jornada Mundial da Juventude (JMJ) saberá da emoção de estar no meio de tanta gente que profesa a mesma fé que a sua mas em linguas diferentes. Eu tive a graça de ir ao Toronto-Canadá 2002 e em Israel 2000, se bem que de Israel não era uma JMJ, mas um previa para Roma 2000. Infelizmente não pude ir a Köln-Alemanha 2005 porque estava no Japão. E esse ano, Sidney-Australia não tive tempo para me preparar.

A Jornada Mundial da Juventude foi criada pelo Papa João Paulo II em 1985. São celebradas a cada dois ou três anos, uma cidade é escolhida para celebrar a grande Jornada, na qual participam pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermediários, as Jornadas são vividas localmente, no Domingo de Ramos, por algumas dioceses ao redor do mundo. Para cada Jornada, o Papa sugere um tema. Durante as JMJ´s, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas. Em sua última edição, na Alemanha em 2005, reuniu cerca de 1 milhão de jovens. Apesar de ser proposta pela Igreja Católica, é um convite a todos os jovens do mundo. Para João Paulo II, "...a esperança de um mundo melhor está numa juventude sadia, com valores, responsável e, acima de tudo, voltada para Deus e para o próximo." Este ano acontence a Jornada na Austrália. A duração aproximada é de 5 dias.

A Jornada Mundial da Juventude foi celebrada pela primeira vez, de maneira oficial, no Domingo de Ramos de 1986, em Roma. A partir de 1987 e depois, a cada dois anos, como regra geral, organiza-se a Jornada Mundial da Juventude em algum lugar determinado do mundo. Em 1987, os jovens foram convocados a Buenos Aires, onde 1 milhão de participantes escutaram as seguintes palavras do Papa: “Repito ante vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da Igreja.” (...) Dois anos depois, 600 mil jovens foram em peregrinação à cidade espanhola de Santiago de Compostela. Em 1991, 1,5 milhão de participantes participaram da Jornada no santuário mariano da cidade polonesa de Czestochowa. Depois da queda do Muro de Berlim, essa foi a primeira ocasião em que os jovens do Leste Europeu puderam participar sem problemas do evento.

Meio milhão de jovens encontraram o Papa João Paulo II em 1993, na cidade americana de Denver. Diante do impressionante cenário das Rocky Mountains. O maior encontro de todos os tempos teve lugar em 1995, por ocasião da JMJ em Manila nas Filipinas, 4 milhões de jovens aplaudiram o Papa que evocava a relação com o próximo.  Em 1997, foram muitos jovens que responderam ao convite do Papa para a Jornada em Paris, que terminou com um evento reunindo quase um milhão de pessoas. O Jubileu do ano 2000 converteu-se também no jubileu das JMJ. Cerca de 2,5 milhões de jovens (segundo a imprensa local) reuniram-se em Roma para um novo mega-encontro com o Papa.

A cidade canadense de Toronto foi o palco do encontro de 2002 onde 800 mil pessoas encontraram-se para a última Jornada com o peregrino João Paulo II. O Papa lembrou a todos que o espírito jovem é algo que não pode ser sufocado: “Vós sois jovens e o Papa é idoso, e ter 82 ou 83 anos não é a mesma coisa que ter 22 ou 23. Todavia, ele continua a identificar-se plenamente com as vossas esperanças e as vossas aspirações. Juventude de espírito, juventude de espírito! Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens.” A Jornada entre os dias 16 e 21 de Agosto de 2005 em Colónia na Alemanha, foi a primeira após a morte do Papa João Paulo II. O evento foi presidido pelo Papa Bento XVI na que foi a primeira viagem internacional do seu pontificado, e em que mais de um milhão de jovens se ajoelharam junto com o Papa na vigília de 20 de agosto.

Depois dessa breve história, já começarei a economizar, a trabalhar para ir a próxima JMJ. Este ano, minha irmã foi, e quando a deixei no aeroporto tive uma santa inveja, mas infelizmente esse ano não pude ir. Quando ocorreu a última peregrinação, fiquei muito triste por não ter ido, mas no ano seguinte, pude ir a Italia e pegar na mão do Papa. Deus compensou todos os esforços que tinha feito para ir a JMJ da Alemanha. No video, eu conheci essa japonesa!



Escrito por edmagalha.ferreira às 11h10
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A próxima vítima

"Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações. O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estrupadores e ladrões. Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa polícia e televisão. Vamos celebrar nosso governo e nosso Estado, que não é nação..." (Legião Urbana - Perfeição)

Não gostaria de fazer um post sobre isso, sobre a sequência de violência que vem acontecendo. Hoje o cidadão, começando por mim, já não acredita na polícia. Ainda tenho esperanças de que isso mude. Em um espaço de uma semana, dois erros de ação das policias do Rio de Janeiro e do Paraná fizeram vítimas inocentes. O que está acontecendo? Por que tanta estupidez? Até quando esperar para poder sentir-se seguro ao sair com a família e não ser confundido com bandidos? Lembro também de outra parte de uma música do Legião Urbana que o poeta diz "Ninguém vê onde chegamos: Os assassinos estão livres, nós não estamos". Ultimamente tem feito muito sentido o termo que minha mãe me fala antes de sair de casa "Vá com Deus" e de automático já respondo "Amém!" e isso tem feito eu pensar em muitas coisas.

Agora, será que é necessária a violencia para conseguir a paz? Será que se continuar como estão as coisas, como faremos com a próxima geração? Já diz um dito "violência gera violência". Me resta ter a mesma esperança do poeta "Venha, meu coração esta com pressa, quando a esperança está dispersa só a verdade me liberta chega de maldade e ilusão. Venha, o amor tem sempre a porta aberta e vem chegando a primavera nosso futuro recomeça: Venha, que o que vem é perfeição"



Escrito por edmagalha.ferreira às 18h28
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