"Oh Dear Lord, You made many, many poor people. I realise, of couse, it's
no shame to be poor. But it's no great honour either. So what would have been so
terrible if I had a small fortune." (Ó Deus, Tu fizeste muitas, muitas
pessoas pobre. Estou feliz, claro, não é uma vergonha ser pobre. Mas também não
é uma honra. Seria tão horrivel se eu tivesse uma pequena fortuna. Filme:
Um violinista no telhado)
Hoje vou comentar esse filme, Um violinista no telhado. Em
uma das cenas, o protagonista tem uma conversa com Deus, questionando o porque
da pobreza. Um pequeno escandalo em relação a pobreza. E começa a arguntar com
Deus, que se fosse rico poderia construir uma casa grande, não ter que cuidar da
casa, das galinhas, dos animais e ter servos. A história passa-se na pequena
aldeia ficcional de Anatevka, na Rússia sob o Czarismo, no início do século XX.
Lá vivem, em boa vizinhança mas sem se misturar, as comunidades judaica e cristã
ortodoxa, seguindo as antigas tradições estabelecidas.
O leiteiro judeu Tevye leva uma vida tranquila até o dia em que pretende
casar as suas duas filhas mais velhas, Tzeitel e Hodel. Ambas recusam os
casamentos arranjados pelo pai e a tolerância de Teyve é levada ao limite quando
outra das suas filhas, Chava, decide casar com um não judeu. O leiteiro
debate-se nesta situação delicada quando um decreto do Czar obriga todos os
judeus a abandonar a aldeia, condenando a sua família ao exílio e à dispersão.
Eu recomendo esse filme, ainda mais como sair está muito caro, sempre é bom ter
um bom filme, cobertas, pipocas e ótima compania para passar bem vendo o
filme.
Mas vejo que muitos devem levar essa frase se eu fosse rico
muito sério, pois me entristece ver amigos ou conhecidos
trabalhando muito e esquencendo da família. Sempre dizem que é para o
bem-estar da família, mas não está bem com a família. Como se
fugisse da realidade. Sei que atualmente as coisas estão difíceis,
mas também sei que não é para tanto. Infelizmente hoje na política essa
frase anda na moda, pois muitos não trabalham para o povo e pagam com o nosso
dinheiro passeios a europa entre outras coisas que se for enumerar aqui, ficará
monotono. No mais é isso, deixo uma parte do filme, para verem esse dialogo com
Deus sobre a pobreza.
"Sempre chega a hora da solidão, sempre chega a hora de arrumar o armário, sempre chega a hora do poeta a plêiade, sempre chega a hora em que o camelo tem sede. O tempo passa e engraxa a gastura do sapato, na pressa a gente nem nota que a Lua muda de formato..." (Ana Carolina - O Avesso dos ponteiros)
Hoje vou fazer meu post depois da obra divina de ontem a noite. Quando voltava para casa, pude contemplar a Lua, não era esplendorosamente cheia, nem timidamente crescente. Estava na sua modesta beleza minguante. A Lua sempre foi tema para grandes amantes, poetas, personagens da literatura clássica. Alguns afirmam que influencia na pescaria, outros no corte de cabelo. Dizem ainda que algumas pessoas inconstantes são como a Lua, pois sempre estão mudando. Outros que só ao ver se transformam em lobisomen, mas até aí já é difícil de acreditar. E também a Lua inspira até reclamações do cotidiano, quando diz que as ruas da cidade parecem o solo lunar.
O brilho da Lua, também conhecido como luar, não diminui para metade quando ela está em quarto. O seu brilho é apenas 1/10 do que ela tem quando está cheia! Isso deve-se ao relevo da Lua: quando ela está em quarto as partes mais elevadas projectam sombras nas partes menos elevadas e reduzem a quantidade de luz solar reflectida na direcção da Terra.
Mas de tantas músicas, frases e pensamentos, eu escolhi essa da Ana Carolina, onde diz que as pessoas estão tão atarefadas em conseguir coisas que não sabem o porque fazem, não apreciam belezas naturais como essa. Alguns preferem olhar para a Lua e pensar na pessoa querida. Por muito tempo no Japão, a Lua era a minha companheira nas noites estreladas, quando saia para pensar na minha vida, naquilo que estava fazendo e naquilo que deveria fazer. Era a minha "aconselhadora". Uma vez, numa crise, no meio de uma noite de janeiro, que tinha nevado, frio de -5ºC, resolvi sair para ver a Lua só de pijamas. A Lua tem uma certa magia que me acalma. Me ajuda a ver a mudança do tempo, como os povos clássicos, que tinha um calendário lunar. Mas é assim, esse espetaculo, um astro com um brilho unico que sabe aparecer no momento certo. "(...) luna de tantos amores, luna viva luna hermosa dime si ella es la reina Y la dueña todo mi amor (...)" (Juannes - Luna)
"A nossa história parece um filme, que assistimos na semana passada,
final feliz, isso é normal, realidade é muito mais virtual. Não tem
recentimento, pois contigo aprendi que desse amor não podemos fugir. Cartas
sobre a mesa não podemos negar, nada é perfeito, mas eu quero é jogar..."
(Cidade Negra - Realidade Virtual)
O tema que hoje resolvi tratar penso que todos já tiveram uma experiência, ou
ao menos tem um primo que tem um amigo que tem o irmão que conheceu uma
pessoa que utilizou a internet para ter uma vida amorosa. Será que é
possível nascer um sentimento só por saber que existe uma pessoa que escuta, sem
nunca ter olhado nos olhos? Apenas por fotos, MSN, voz, será que isso é
possível? Um sentimento tão real e bonito como o amor sair desse plano virtual e
deixar a pessoa "boba" por saber da existência do outro?
A noção de amor é central no pensamento platônico. Amor platônico
é uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a
interesses ou gozos. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se
realizar, um amor perfeito, ideal, puro, casto. Em seus diálogos,
Sócrates dizia que o amor era a única coisa que ele podia entender e falar com
conhecimento de causa. Platão compara-o a uma caçada (comparação aplicada também
ao ato de conhecer) e distinguia três tipos de amor: o amor terreno, do corpo; o
amor da alma, celestial (que leva ao conhecimento e o produz); e outro que é a
mistura dos dois. Em todo caso, o amor, em Platão, é o desejo por algo que não
se possui. Será que muitos estão buscando esse amor platônico na internet, que
estão tão carentes que querem uma realidade de sentimento no meio virtual?
Sou um internauta dependente, acho que passo mais de 1/4 do dia na
internet. Vejo que a internet ajuda a manter laços de amor, pessoas que conheci
que somente tenho contato com elas por meio da internet. Quando passei três anos
no Japão, alguns laços de amizade ficaram mais forte outros enfraqueceram. Hoje
é possível falar com as pessoas que ficaram no meu coração, mas que
estão no Japão, Itália, Espanha, Russia, Equador e outros lugares do Brasil
por meio da internet. Nisso eu vejo a realidade virtual, pois sabe que a pessoa
do outro lado do monitor existe, já teve-se contato, nem que o primeiro
contanto foi pela internet. Penso que se hoje tivesse um escritor do nível de
Sheakspeare poderia escrever um drama-comédia envolvendo dois amantes que se
conheceram pela internet e tem que lutar contra os amigos, contra a família e
contra os próprios medos para viver esse amor platônico virtual.
Penso que é possível viver esse amor platônico, mas não virtualmente. O amor
é real, é o motor dos apaixonados. Por mais que se falem pela internet, não
conseguem passar do virtual a realidade, pois tem uma barreira, um "firewall" no
meio que impede a realização desse amor. Mas concordo plenamente com
Aristoteles, quando ele se refere a amizade na seguinte frase: "A amizade é
um alma que habita em dois corpos; um coração que habita em duas almas."
Hoje escreverei sobre a cidadania. Mas afinal, o que é cidadania? Será que é alguma palavra para fazer um peso na conciência das pessoas ou uma ação de boa-vontade sem pressão de terceiros? Segundo o meu "pequeno" dicionário escolar de língua portuguesa é "qualidade ou nacionalidade de cidadão". Será que estamos utilizando a palavra no verdadeiro significado ou durante esse tempo o significado mudou? Confunde-se cidadania pela luta dos direitos humanos. Ainda está em processo de construção. "É um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre lutam por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformam frente às dominações arrogantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não será obstada."(Marcos Silvio de Santana)
Hoje doei pela primeira vez meu sangue. Sempre escutei campanhas publicitárias dizendo "doar sangue é um ato de cidadania", mas dentro da minha ignorância penso que não é bem assim. Pois "doar sangue, é doar vida" como diz a campanha publicitária da ANVISA. Como era a primeira vez, nossa, estava muito nervoso. Se não fosse o problema do meu pai, não teria ido doar sangue. Sempre tive medo. Alias, ainda tenho medo. Mas conversando com os enfermeiros, infelizmente a quantidade de doadores é quase a metade inferior a expectativa diária. Mas dentro disso tudo, foi uma situação bem comica. Cheguei ao consultório com um amigo, e a recepcionista começa a questionar: — Bom dia! É a primeira vez que vem doar sangue? — Sim. — Farei seu cadastro, tome seu lanche e responda esse questionário. — Ok.
Preenchi todo o questionário socio-cultural, e meu coração já estava um pouco acelerado de anciedade e nervossismo. Sempre que fazia os testes vocacionais do ensino médio diziam que seria um bom médico. Recusei essa "vocação" por ter horror a sangue. Nem mesmo em filmes ou em mim mesmo já é dose ver, mas... E depois de tudo preenchido, lanche feito e cadastro completo, me chamam: — Sr. Eduardo Magalhães — Sou eu. — Agora, entre nessa salinha e vamos a ver seus sinais vitais e coletar seu sangue. — Ok. Mas já posso saber meu tipo de sangue? — Isso chegará a tua casa. É a primeira vez que o sr. doa sangue? — Sim... e te confesso que estou super nervoso. — Não te preocupes, para seu consolo, hoje é a minha primeira vez aqui na clínica e passa esse nervossismo.
Imaginem meu "desespero"! Era uma novata, como gostaria que ela tivesse mais experiência. Mas bem, não comentei nada e obedeci aos comandos. Ao furar um dedo, perdeu o material e do furo não saia mais sangue. Teve que furar outro dedo e dessa vez sim, tudo certo. Terminado tudo, tive que esperar mais dois minutos e fui chamado outra vez para outra entrevista. Terminada a entrevista, já fui chamado para doar a sangue. Já estava passando mal antes mesmo de estar na cadeira. O enfermeiro conversava comigo para acalmar-me: — Qual é seu nome? — Eduardo Magalhães. — Você é parente do ACM? — Graças a Deus, não. — É a primeira vez que vem doar sangue? — Sim, e já estou passando mal. — Eu penso que furar o dedo doí mais que essa agulha aqui...
Nossa... quando vi a agulha, entrei em um estado de choque. E também não tenho as preferências masoquistas do enfermeiro. No mais, nada. Foi um exame normal, estava bastante nervoso, mas estou vivo. Agora continuando o que escrevi nas primeiras linhas, será que é cidadania ou estão dando um significado ainda não real a palavra? Continuando o que dizia Marcos Silvio de Santana, "cidadania pressupõe também deveres. O cidadão tem de ser ciente das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição. Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum."