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Estupidez Humana

Até hoje, a cidade de Hiroshima é imediatamente associada aos efeitos da radioatividade causada pela explosão nuclear promovida pelos Estados Unidos, ao final da segunda guerra mundial. Entretanto, 63 anos após a tragédia que marcou a história da cidade e do mundo, Hiroshima não deixa transparecer nenhuma lembrança daquele 6 de agosto de 1945. Trata-se de uma cidade muito moderna, com árvores, prédios, pessoas circulando e carros, como em qualquer cidade desenvolvida. Porém esse cenário esconde, ainda hoje, outros efeitos além da radioatividade que é a descriminação de filhos e netos de sobreviventes que ali ainda vivem.

Naquele dia, durante a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos da América utilizaram pela primeira vez a mais nova tecnologia bélica, da qual nem eles sabiam as suas terríveis consequências. O fato de Hiroshima estar situada entre vales nos faz concluir que a cidade foi o alvo escolhido a fim de se avaliar os efeitos da tal nova arma. Também o fato de ser uma cidade sem nenhum antecedente de ataques durante a Guerra garantiria a segurança da tripulação do avião.

Denominada ironicamente de Little Boy, causou a morte de mais de 256,300 pessoas - a maioria (cerca de 90%) civis. Destruiu tudo em um raio de até 2 km de distância, devastando toda a vegetação e infra-estrutura da cidade. O barulho da explosão foi ouvido a quilômetros de distância. Os sobreviventes circulavam pela cidade sem saber ao certo o que havia acontecido. Como sofreram queimaduras nos corpos, eles, institivamente, pularam nos rios que passavam na cidade, e esses rios eram salobros, que com o contato com a "carne viva" sofriam mais. Áreas mais distantes também foram afetadas depois de uma chuva que possuía grande quantidade de radioatividade, contaminado rios, plantações, lagos e pessoas. Após alguns dias, os sobreviventes começaram a ser atendidos e levados para hospitais de outras províncias. Muitos, por falta de medicação adequada, acabaram morrendo lentamente e de forma agonizante. Anos após o ataque a cidade foi se reconstruindo, e as imagens de terror apagadas das paisagens. Mas as lembranças deixadas ficarão para sempre na história. Foi construído um museu eternizando os acontecimentos com monumentos de desejos pela paz mundial: O Memorial da Paz de Hiroshima. Hoje, Hiroshima é uma das cidades que mais atraem turistas no Japão não somente apelando pelo propósito da paz mundial mas também pelo acervo cultural, como os existentes no Castelo de Hiroshima.

Em abril deste ano, conheci uma senhora de 80 anos que me revelou uma coisa que me deixou muito impressionado. Ela me parou num parque e perguntou:
— Você é americano?
— Não, senhora, sou brasileiro.
— Que bom, porque não gosto deles.
— Posso saber o motivo?
— É que muito tempo atrás, eles acabaram com meu amor...
— Foi a bomba?
— Sim! Só que no dia, por ter esquecido meu lanche, perdi o onibus e estou viva. Mas meu amor que entrou no onibus morreu... queria ter morrido com ele...
Eu não sabia mais o que conversar com essa senhora. Fiquei chocado não pelo fato da bomba, mas por ela não ter sido uma vítima por ter esquecido seu almoço. Coisas que acontecem com a gente que não entendemos o porque. Talvez, Deus quis preservá-la com vida. Também dizem que um fotografo americano sabia do ataque, estava numa região longe da explosão e quando viu a nuvem, foi tirar fotos. Apenas tirou 5 fotos, viu a tragédia e não sabia o que fazer. Meses depois, se suicidou por causa da fortes imagens.

Hoje relembramos a estupidez humana, que por uma "boa intenção" aconteceu uma devastação. Fiquei chocado quando visitei esse museu da paz. É certo que os japoneses desrespeitaram os códigos de guerras, que torturavam prisioneiros de guerra, que atacaram um acampamento civil dos Estados Unidos, mas não justifica. Quem tem a razão? Até quando teremos que conviver com a "lei da selva" onde o mais forte sobresai-se sobre o mais fraco?


Letras de Músicas | Letra de rosa-de-hiroshima



Escrito por edmagalha.ferreira às 14h49
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Sábado - Shabbat Shalom!

"Todo mundo espera alguma coisa de um sabado a noite. Bem no fundo, todo mundo quer zoar. Todo mundo sonha em ter uma vida boa. Sábado a noite tudo pode mudar." (Cidade Negra - Sábado a Noite)

Sempre que chega Sábado, todos tem planos para sair, outros ficam triste porque não tem para onde ir, outros pereferem sair da correria das ruas e ficar o dia com a família, lavando o carro, fazendo faxina, enfim, algo para esquecer a semana. Mas lanço uma pergunta: Por que os dias da semana, em português, somente o Sábado e Domingo tem nome? Tomando o Domingo como o primeiro dia da semana, vem em sequência Segunda, Terça, Quarta, Quinta e Sexta e para fechar a semana, o Sábado.

O Sábado vem da cultura que respeito muito, que são os judeus. Judaísmo (em hebraico יהדות, transl. Yahadút) é o nome dado à religião do povo judeu, a mais antiga das três principais religiões monoteístas. Surgido da religião mosaica, o judaísmo, apesar de suas ramificações, defende um conjunto de doutrinas que o distingue de outras religiões: a crença monoteísta em YHWH como criador e Deus e a eleição de Israel como povo escolhido para receber a revelação da Torá que seriam os mandamentos deste Deus. Dentro da visão judaica do mundo, Deus é um criador ativo no universo e que influencia a sociedade humana, na qual o judeu é aquele que pertence à uma linhagem com um pacto eterno com este Deus.

Ao contrário do que possa parecer, um judeu não precisa seguir necessariamente o judaísmo ainda que o judaísmo só possa ser necessariamente praticado por judeus. Hoje o judaísmo é praticado por cerca de quinze milhões de pessoas em todo o mundo. Da mesma forma, o judaísmo não é uma religião de conversão, efetivamente respeita a pluralidade religiosa desde que tal não venha a ferir os mandamentos do judaísmo. Alguns ramos do judaísmo defendem que no período messiânico todos os povos reconhecerão YHWH como único Deus e submeter-se-ão à Torá.

O Sábado judaico, ou o שַׁבָּת  (Shabbat), é o dia em que nenhum judeu trabalha, não faz nada. Eles preparam tudo na sexta-feira antes do por-do-sol e descançam. Uma ordem de Deus. Tanto é assim que no sábado eles não podem apertar um botão sequer, nem mesmo do elevador. Já ouvi dizer que no dia de sábado, todos os elevadores de Israel ou onde vive um judeu o elevador para em todos os andares, pois não podem apertar um botão.  É um dia para estar com a família, onde fazem suas orações e cantam שלום עליכם (Shalom Alechem) pedindo a Paz aos Presentes.

Por isso, como hoje é Sábado, um שַׁבָּת שָׁלוֹם (Shabbat Shalom!)



Escrito por edmagalha.ferreira às 14h15
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Primeiro dia de Aula...

Quem nunca teve medo do primeiro dia de aula? Lembro quando era pequeno, o primeiro dia que minha mãe me deixou na escola, na sala da Tia Janete eu não entendi como minha mãe era capaz de ter me deixado lá, com uma roupinha feia com uma senhorita que nunca tinha visto na vida, que sorria para mim. Como um bom manhoso, chorei, esperneei mas não adiantou de nada. Acho que cansei e tive que me virar e brincar. Mas logo no primeiro instante, tia Janete coloca ao meu lado o Vinicius e passamos a brincar.

Relembrando esse fato de criança, aconteceu algo parecido comigo ontem. Claro, sem choros, sem manhas, mas aquele medo de "o que será que vão pensar de mim?" pelo fato de ter começado um curso, ter trancado o curso, ter ido para o Japão pensando que seria um presbitero e agora voltar, no meio de pessoas novas, da minha idade e ate mais velhas do que eu para fazer um curso que é considerado por muitos "legal", "para que serve", "não faria", "mas porque", "que área de trabalho" etc comentários, mas pelas duas primeiras aulas já me tranquilizaram para essa carreira que escolhi.

Parece um curso para quem quer apenas se aparecer, que sabe mostrar que domina línguas, que quer conhecer o mundo. Não vou com esse pensamento, sei que é um dom de Deus a pessoa poder falar outras línguas. Quero poder ajudar a empresa que eu for contratado ou o Estado a se destacar no mundo mundial. Agora com as reuniões que estão acontecendo atualmente, a globalização, quero ajudar a entrar nisso. E como hobbie, viajar o mundo, por quê não? Viajar faz bem a vida, conhecer novos lugares, novas pessoas, novas realidades e se diverte. Mas enquanto não faços as viagens, terei que ler muita coisa, entender muita coisa e estudar muito.



Escrito por edmagalha.ferreira às 14h45
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Cerimônia do Chá 茶道

Depois de muito tempo sem escrever nada aqui, vou escrever sobre a cerimônia do chá, um costume antigo (não é milenar) e que atraí muitas japonesas. Eu já "participei" de uma cerimônia e é uma coisa cheia de regras. Tem muitas histórias sobre o surgimento dessa cerimônia, porém contarei aquela que acredito ser a verdadeira e por ter participado dá pra saber um pouco a verdadeira origem.

A cerimônia do chá japonesa (chanoyu 茶の湯, lit. “água quente [para] chá”; também chamada chadō ou sadō, 茶道, “o caminho do chá”) é uma atividade tradicional com influências do Taoísmo e Zen Budismo, na qual chá verde em pó (matcha, 抹茶) é preparado cerimonialmente e servido aos convidados. O matcha é feito da planta chamada chá, camellia sinensis. Os encontros de chanoyu são chamados chakai (茶会, “encontro para chá”) ou chaji (茶事, “assuntos do chá”). Normalmente o termo chakai refere-se a um evento relativamente simples no qual se oferecem doces típicos, usucha (chá suave), e talvez tenshin (um aperitivo); já chaji refere-se a um evento mais formal, incluindo também uma refeição tradicional (kaiseki) e koicha (chá forte). Um chaji completo pode durar até quatro horas.

O praticante de cerimônia do chá precisa ter conhecimento de uma ampla gama de artes tradicionais que são parte integral do chanoyu, incluindo o cultivo e variedades de chá, vestimentas japonesas (kimono), caligrafia, arranjo de flores, cerâmica, etiqueta e incensos — além dos procedimentos formais de seu estilo de chanoyu, que podem passar de uma centena. Assim, o estudo de cerimônia do chá praticamente nunca termina. Mesmo para participar como convidado em uma cerimônia formal é preciso conhecer os gestos e frases pré-definidos, a maneira apropriada de portar-se na sala de chá, e como servir-se de chá e doces.

A história que contaram da origem do sadō surgiu no século XVI, quando chegaram os primeiros missionários no Japão. O chá já existia, mas a cerimônia não existia. Do século XVII ao século XIX, o Japão permaneceu isolado do resto do mundo. O país passava por uma política de isolamento chamada Sakoku ("País fechado"). Durante esse tempo foi governado pelo clã Tokugawa. Devido a esse isolamento, o Japão não se industrializou junto com o resto do mundo e permaneceu na sociedade feudal do regime de Shogunato. Nesse período, a capital era Edo, a Tóquio de hoje. E como ficou um longo tempo sem a entrada de missionário, os cristãos japoneses inventaram a cerimônia do chá para "substituir" a missa e foi uma forma de passar a fé as outras gerações. Tanto foi assim que depois dessa abertura do país no século XIX, os missionários franceses que pensavam que tudo aquilo que São Francisco Xavier começou não existiria, mas por causa da cerimonia do chá, a fé superou essa perseguição.

A ceminônia consiste no seguinte: Todos se sentam ao redor da pessoa que prepara o chá. Todos em silêncio, observam a preparação do chá. Primeiro coloca-se a erva, depois a água quente, eleva o chawan (o copo) e mistura a água com a erva. Antes de tomar o chá, todos recebem um okashi (um doce) e logo em seguida recebe o chá. Para tomar o chá tem que girar o chawan que demonstra respeito para o que prepara. O gosto do chá é bem amargo.



Escrito por edmagalha.ferreira às 11h09
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Miséria & CIA

"Senhoras e senhores estamos aqui, pedindo uma ajuda por necessidade, pois tenho irmão doente em casa. Qualquer trocadinho é bem recebido. Vou agradecendo antes de mais nada aqueles que não puderem contribuir, deixamos também o nosso muito obrigado, pela boa vontade e atenção dispensada. Vamo agradecendo antes de mais nada..." (O Rappa - Miséria S.A.)

Ontem voltando para casa, depois de uma entrevista de emprego, no ônibus que estava entrou um jovem com uma criança no colo pedindo ajuda. Com o discurso que falou, me comovi e dei algumas moedas para ele. Depois comecei a perceber que atualmente tem muitas pessoas pedindo esmola nas ruas. Sempre aquela frase "melhor pedir do que roubar" e um dia desses eu tive a coragem de dizer "melhor trabalhar que pedir". Mas, de quem é a culpa? Sei que minha não é muito menos das pessoas que ficam pedindo. E tudo recai sobre o governo, que não dá educação, que é inseguro viver, que não tem saúde que... e não terminaria a lista por aqui.

Cada um tem seus problemas, mas como obter uma solução para isso? Uma questão muito dificil para resolver. O Governo do Distrito Federal (GDF) pede para que não atenda os pedidos dessas pessoas para não incentiva-las a pedir. As vezes quando vejo essas pessoas pedindo em semaforos, me doi o coração por não poder ajudar, pois em uma das questões morais da Igreja Católica diz para dar esmola. Não ajudo, não por atender a campanha do GDF, mas porque me falta o "trocadinho" para ajudar.

"Não é nossa culpa, nascemos já com uma bênção. Mas isso não é desculpa pela má distribuição. Com tanta riqueza por aí, onde é que está cadê sua fração. Até quando esperar... E cadê a esmola que nós damos sem perceber que aquele abençoado, poderia ter sido você. Com tanta riqueza por aí, onde é que está cadê sua fração." (Plebe Rude - Até quando esperar)



Escrito por edmagalha.ferreira às 12h05
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Jornada Mundial da Juventude

"You will receive power when the Holy Spirit has come upon you; and you will be my witnesses." (Mas recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas. At 1,8)

Só quem já participou de uma Jornada Mundial da Juventude (JMJ) saberá da emoção de estar no meio de tanta gente que profesa a mesma fé que a sua mas em linguas diferentes. Eu tive a graça de ir ao Toronto-Canadá 2002 e em Israel 2000, se bem que de Israel não era uma JMJ, mas um previa para Roma 2000. Infelizmente não pude ir a Köln-Alemanha 2005 porque estava no Japão. E esse ano, Sidney-Australia não tive tempo para me preparar.

A Jornada Mundial da Juventude foi criada pelo Papa João Paulo II em 1985. São celebradas a cada dois ou três anos, uma cidade é escolhida para celebrar a grande Jornada, na qual participam pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermediários, as Jornadas são vividas localmente, no Domingo de Ramos, por algumas dioceses ao redor do mundo. Para cada Jornada, o Papa sugere um tema. Durante as JMJ´s, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas. Em sua última edição, na Alemanha em 2005, reuniu cerca de 1 milhão de jovens. Apesar de ser proposta pela Igreja Católica, é um convite a todos os jovens do mundo. Para João Paulo II, "...a esperança de um mundo melhor está numa juventude sadia, com valores, responsável e, acima de tudo, voltada para Deus e para o próximo." Este ano acontence a Jornada na Austrália. A duração aproximada é de 5 dias.

A Jornada Mundial da Juventude foi celebrada pela primeira vez, de maneira oficial, no Domingo de Ramos de 1986, em Roma. A partir de 1987 e depois, a cada dois anos, como regra geral, organiza-se a Jornada Mundial da Juventude em algum lugar determinado do mundo. Em 1987, os jovens foram convocados a Buenos Aires, onde 1 milhão de participantes escutaram as seguintes palavras do Papa: “Repito ante vós o que venho dizendo desde o primeiro dia do meu pontificado: que vós sois a esperança do Papa, a esperança da Igreja.” (...) Dois anos depois, 600 mil jovens foram em peregrinação à cidade espanhola de Santiago de Compostela. Em 1991, 1,5 milhão de participantes participaram da Jornada no santuário mariano da cidade polonesa de Czestochowa. Depois da queda do Muro de Berlim, essa foi a primeira ocasião em que os jovens do Leste Europeu puderam participar sem problemas do evento.

Meio milhão de jovens encontraram o Papa João Paulo II em 1993, na cidade americana de Denver. Diante do impressionante cenário das Rocky Mountains. O maior encontro de todos os tempos teve lugar em 1995, por ocasião da JMJ em Manila nas Filipinas, 4 milhões de jovens aplaudiram o Papa que evocava a relação com o próximo.  Em 1997, foram muitos jovens que responderam ao convite do Papa para a Jornada em Paris, que terminou com um evento reunindo quase um milhão de pessoas. O Jubileu do ano 2000 converteu-se também no jubileu das JMJ. Cerca de 2,5 milhões de jovens (segundo a imprensa local) reuniram-se em Roma para um novo mega-encontro com o Papa.

A cidade canadense de Toronto foi o palco do encontro de 2002 onde 800 mil pessoas encontraram-se para a última Jornada com o peregrino João Paulo II. O Papa lembrou a todos que o espírito jovem é algo que não pode ser sufocado: “Vós sois jovens e o Papa é idoso, e ter 82 ou 83 anos não é a mesma coisa que ter 22 ou 23. Todavia, ele continua a identificar-se plenamente com as vossas esperanças e as vossas aspirações. Juventude de espírito, juventude de espírito! Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens.” A Jornada entre os dias 16 e 21 de Agosto de 2005 em Colónia na Alemanha, foi a primeira após a morte do Papa João Paulo II. O evento foi presidido pelo Papa Bento XVI na que foi a primeira viagem internacional do seu pontificado, e em que mais de um milhão de jovens se ajoelharam junto com o Papa na vigília de 20 de agosto.

Depois dessa breve história, já começarei a economizar, a trabalhar para ir a próxima JMJ. Este ano, minha irmã foi, e quando a deixei no aeroporto tive uma santa inveja, mas infelizmente esse ano não pude ir. Quando ocorreu a última peregrinação, fiquei muito triste por não ter ido, mas no ano seguinte, pude ir a Italia e pegar na mão do Papa. Deus compensou todos os esforços que tinha feito para ir a JMJ da Alemanha. No video, eu conheci essa japonesa!



Escrito por edmagalha.ferreira às 11h10
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A próxima vítima

"Vamos celebrar a estupidez humana, a estupidez de todas as nações. O meu país e sua corja de assassinos, covardes, estrupadores e ladrões. Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa polícia e televisão. Vamos celebrar nosso governo e nosso Estado, que não é nação..." (Legião Urbana - Perfeição)

Não gostaria de fazer um post sobre isso, sobre a sequência de violência que vem acontecendo. Hoje o cidadão, começando por mim, já não acredita na polícia. Ainda tenho esperanças de que isso mude. Em um espaço de uma semana, dois erros de ação das policias do Rio de Janeiro e do Paraná fizeram vítimas inocentes. O que está acontecendo? Por que tanta estupidez? Até quando esperar para poder sentir-se seguro ao sair com a família e não ser confundido com bandidos? Lembro também de outra parte de uma música do Legião Urbana que o poeta diz "Ninguém vê onde chegamos: Os assassinos estão livres, nós não estamos". Ultimamente tem feito muito sentido o termo que minha mãe me fala antes de sair de casa "Vá com Deus" e de automático já respondo "Amém!" e isso tem feito eu pensar em muitas coisas.

Agora, será que é necessária a violencia para conseguir a paz? Será que se continuar como estão as coisas, como faremos com a próxima geração? Já diz um dito "violência gera violência". Me resta ter a mesma esperança do poeta "Venha, meu coração esta com pressa, quando a esperança está dispersa só a verdade me liberta chega de maldade e ilusão. Venha, o amor tem sempre a porta aberta e vem chegando a primavera nosso futuro recomeça: Venha, que o que vem é perfeição"



Escrito por edmagalha.ferreira às 18h28
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Não ao ABORTO!!!

Hoje recebi um e-mail sobre um testemunho de um padre que ajudou a um casal diante de uma situação em suas vids. A criança desse casal nasceria acefálica. É um testemunho muito forte, de coragem, de fé de esperança para nós que apoiamos a vida! Espero que possam ler e pensar sobre o assunto...

Para refletir: A experiência de um sacerdote frente a mentira do aborto

        Caríssimos irmãos, há mais ou menos quatro meses, fui procurado por um casal jovem que estava vivendo uma situação muito difícil. Eles tinham recebido a notícia de que ela estava gestando uma criança 'anencéfala'.
        Diante de tal situação, sentia-me impotente, mas com a convicção de que o Senhor tinha colocado esse casal à minha frente para que eu pudesse ajudá-lo. Confesso que para mim não foi fácil, pois acredito que, no mundo em que nós vivemos, situações como essas são tratadas com muita frieza ou de forma mui simplista. Com efeito, esse caso não fugiu à regra... o médico tinha feito o diagnóstico e já tinha aconselhado o aborto, porque 'o objeto que estava dentro dela não era um pessoa, pois não tinha cérebro e não viveria muito tempo'.
        A realidade era complexa porque eu me perguntava: 'o homem é só cérebro? Como um médico pode estar com a consciência tranqüila, aconselhando a tal monstruosidade?' Sentia que o casal tinha tomado a decisão de fazer o aborto porque estavam impressionados com a explicação e com as fotos mal tiradas que o médico lhes apresentou. Sentia-me impotente, mas com a certeza de que o homem é muito mais que cérebro, que pernas, que braços... o homem tem uma realidade que lhe transcende, que não morre, que é espiritual!
        Depois de três horas de conversa e ajudados também por uma médica católica, o casal convenceu-se de que a gravidez deveria ir até o final para experimentar o poder da vida.
        Uma das coisas que me impressionaram neste tempo foi ver o semblante da mãe: em todos os momentos transmitia felicidade, paz... E, em alguns momentos, o combate e o medo de como tudo aconteceria, mas sempre ajudados pelo sacramento da eucaristia e o acompanhamento da médica.
        Chegou o dia do nascimento de um grande menino. Cheguei cedo ao hospital, pois tinha prometido aos pais batizar a criança assim que viesse ao mundo, porque já sabíamos que o Senhor nos concederia a criança por alguns minutos.
        Estava um pouco apreensivo, pois nunca tinha vivido uma experiência tão forte assim. Minha surpresa foi novamente encontrar com a mãe da criança antes do parto e notar que ela acariciava sua barriga, transmitindo naquele momento amor pelo seu filho.
        Lembro-me de ter falado para os pais, nesses quatro meses, que deveriam aproveitar o tempo que o Senhor tinha concedido a eles de estarem com a criança, pois para nós, cristãos, somos chamados a viver cada minuto da nossa vida com intensidade porque a nossa existência aqui é muito breve; fomos criados por Deus para estarmos com Ele.
        No momento do parto, ao estar novamente com a mãe da criança, encontrei uma mulher muito jovem (mais ou menos 19 anos), de rosto sereno e semblante que transmitia paz. Neste momento, enchi-me de alegria, pois percebi a presença do Senhor que estava com ela, dando-lhe forças para que testemunhasse que nós acreditamos num Deus de vivos e não de mortos, e que, para ele, cada pessoa (seja como seja) é importante e tem um valor grandíssimo.
        Quando nasceu o menino, não podia acreditar no que eu estava vendo! Não tinha nada a ver com o que o médico tinha falado para os pais. O bebê tinha o corpinho perfeito, respirava, movimentava os braços, as pernas... pude administrar o sacramento do Batismo e sentir amor por aquela criança que estava com os olhos abertos. No momento em que derramei água na sua cabeça para o Batismo, caíram algumas gotas no seu olho e ele sentiu-se incomodado. Estive todo o tempo de vida com o recém-nascido! O Senhor concedeu-lhe a graça de nascer e de ser amado pelos seus pais e de ser testemunha de Cristo, servo sofredor, que aceitou a vontade de seu Pai naquele hospital. Para as enfermeiras, para os médicos, para os seus pais e, principalmente, para mim, que via naquele neófito a imagem de Cristo!
        Foram 36 minutos de vida, durante os quais pude falar, rezar e até mesmo pedir a intercessão no céu por mim, pelos seus pais e pela nossa Paróquia. E assim o Senhor lhe chamou: 'Vinde, benditos de meu Pai' (Mt 25, 34). Cumpriu-se a promessa de Cristo: 'Pai, aqueles que me deste quero que onde eu estou também eles estejam comigo para que contemplem minha glória...' (Jo 17,24)
        Nunca mais esquecerei este momento tão precioso para mim, à minha vida e ao amadurecimento da minha fé.
        Gostaria de que neste momento, estivessem tantos que são a favor do aborto e que me tentassem explicar como é possível defender tal atitude diante de uma pessoa indefesa, seguindo a lógica de que só os perfeitos podem viver. Acredito que tais pessoas nunca experimentaram o amor. A pessoa não é só perna, só braço, só cérebro...
  Senhores médicos, senhores políticos e todos aqueles que tem a autoridade de fazer leis, pensem naquilo que vocês estão tentando legalizar, pois aquilo que vocês falam não condiz com a experiência que eu vivi... não nasceu nenhum monstro, mas um filho de Deus que foi amado por Ele, pelos seus pais e por mim.

1 de setembro de 2006
  Pe. Alessander Carregari CapalboPároco



Escrito por edmagalha.ferreira às 14h38
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É hora da pizza!!!

"Adoro pizza com guaraná..." Hoje por ser o dia da pizza, resolvi fazer um pequeno post sobre a história da pizza. Quem nunca chamou os amigos em casa para ver um filme e comer pizza atire o primeiro mouse! Tem muitas formas de comer pizza, no Brasil por exemplo, tem os rodizios de pizza com diversos sabores (Chocolate, Romeu e Julieta, Pequi...) enquanto no país que imortalizou a pizza, se sabem desses sabores, são capazes de brigar. Quando estive na Itália, não perdi a oportunidade de comer uma deliciosa pizza napolitana. O que mais me impressionou não foi o sabor, mas o "metro" que compramos. Quando fui comprar, escutei dos dois metros que pediram, mas eu nem me importei, pensei que seria uma pizza normal, com oito fatias, mas quando chegamos na pizzaria pedimos "Por favor! Dois metros de pizza dividida em quatro partes". Quando vi que tinha q carregar dois pedaços de pizza que mediam 50 cm por 20 cm eu acreditei que eram os dois metros de pizza.

A história da pizza começou há seis mil anos, com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água. Outros afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam massas a base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes. A novidade foi parar na Etrúria, na Itália. Ao contrário do conhecimento popular, apesar de tipicamente italiana, os babilônios, hebreus e egípcios já misturavam o trigo e a água para assar em fornos rústicos há mais de 5000 anos. A massa era chamada de "pão-de-abraão", muito parecida com os pães árabes atuais, e recebia o nome de piscea.

Os fenícios, três séculos antes de Cristo, costumavam acrescentar coberturas de carne e cebola ao pão; os turcos muçulmanos adotavam esse costume durante a Idade Média e por causa das cruzadas essa prática chegou à Itália pelo porto de Nápoles, sendo em seguida incrementada dando origem à pizza que conhecemos hoje. No início de sua existência, somente as ervas regionais e o azeite de oliva eram os ingredientes típicos da pizza, comuns no cotidiano da região. Os italianos foram os que acrescentaram o tomate, descoberto na América e levado a Europa pelos conquistadores espanhóis. Porém, nessa época a pizza ainda não tinha a sua forma característica, redonda, como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio, feito um sanduíche ou um calzone.

A pizza era um alimento de pessoas humildes do sul da Itália, quando, próximo do início do primeiro milênio, surge o termo "picea", na cidade de Nápoles, considerada o berço da pizza. "Picea", indicava um disco de massa assada com ingredientes por cima. Servida com ingredientes baratos, por ambulantes, a receita objetivava "matar a fome" principalmente da parte mais pobre da população. Normalmente a massa de pão recebia como sua cobertura toucinho, peixes fritos e queijo. A fama da receita correu o mundo e fez surgir a primeira pizzaria que se tem notícia, a Port'Alba, ponto de encontro de artistas famosos da época, tais como Alexandre Dumas, que inclusive citou variações de pizzas em suas obras.

Chegou ao Brasil da mesma forma, por meio dos imigrantes italianos, e hoje pode ser encontrada facilmente na maioria das cidades brasileiras. Até os anos 1950, era muito mais comum ser encontrada em meio à colônia italiana, tornando-se logo em seguida parte da cultura deste país. A partir de 1985, comemora-se o dia da pizza aos 10 de julho.



Escrito por edmagalha.ferreira às 14h45
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Hoje não dá...

"Hoje não dá. Pegue duas medidas de estupidez, junte trinta e quatro partes de mentira. Coloque tudo numa forma untada previamente com promessas não cumpridas. Adicione a seguir o ódio e a inveja as dez colheres cheias de burrice. Mexa tudo e misture bem. E não se esqueça: antes de levar ao forno, temperar com essência de espirito de porco, duas xícaras de indiferença, e um tablete e meio de preguiça" (Legião Urbana - Os Anjos)

Depois dessa receita do Legião Urbana, ver que hoje não dá. Aliás, não dá a muito tempo, desde que me dou por gente, o sistema nacional público não tem funcionado. Não sou a favor de privatização, mas sou a favor de cursos que deixem essas pessoas capacitadas. Hoje sofremos com a greve dos Correios, um serviço público que é competente, mas tem atrasado os recibos das pessoas, preocupado muito. Por exemplo, até agora eu não recebi um exame de sangue que fiz, não é tão importante assim, mas quero saber, além das contas que estão próximos com os vencimentos. Amanhã, qual greve enfrentaremos? Tenho até medo de imaginar... Sei que todos tem direito, mas lute pelos direito sem prejudicar ninguem. Isso é pretexto para desenvolver a preguiça.

Já diz o dito popular, "A preguiça é o ato de descansar antes de estar cansado". Preguiça é a inatividade de uma pessoa, aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico. Também é um tipo de adiar. Um preguiçoso para a psicologia é uma pessoa sem resistência moral e psicológica para os desafios impostos pela vida. Que busca justificativas sempre externas para a sua falta de ação naqueles momentos decisivos que lhe surgem.

A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos Sete Pecados Capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa física ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, freqüentemente associada ao ócio, vadiagem.

Existem pesquisadores que indicam que a "cura" da preguiça inicia quando a própria pessoa passa a se sentir constrangida pela situação de inação em que se encontra, desejando para si uma vida mais saudável e um convívio mais harmônico com as demais pessoas. Nesta etapa é importante que o enfermo se desvencilhe da imagem de preguiçoso que criou em torno de si, convencendo-se das suas próprias capacidades e aptidões.

"Tava com um cara que carimba postais e por descuido abriu uma carta que voltou. Tomou um susto que lhe abriu a boca, esse recado veio pra mim, não pro senhor. Recebo crack, crocante, dinheiro farto embrulhado em papel carbono e barbante e até cabelo cortado retrato de 3x4 pra batizado distante, mas isso aqui, meu senhor, é uma carta de amor" (Cassia Eller - E.C.T)


Letras de Músicas | Letra de ect



Escrito por edmagalha.ferreira às 12h02
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Meu passaporte foi, é e será visto em todo lugar...

"Com a imaginação que faz você viajar, todo mundo, estou sem lenço e o documento e meu passaporte é visto em todo lugar. Acorda meu Brasil com o lado bom de pensar, detone o pesadelo pois o bom ainda virá..." (Cidade Negra - Pensamento)

Hoje faz um mês que regressei da terra do sol nascente. Foi um mês movimentado, cheio de lutas internas, entre razão e sentimento, lutas externas e ainda ter a mentalidade meia que "estacionada" em pensar que em três anos nada mudou. Somente o nome das pessoas continuam o mesmo, pois muitas pessoas mudaram. "Tudo passa, tudo passará" e nada fica igual. Até eu mudei meus planos de realização profissional, pois comecei estudando informática, passei para filosofo-teologia e agora internacionalista. Hoje consegui me inscrever na Universidade para o curso de Relações Internacionais.

As Relações Internacionais são uma área de estudos dedicada à compreensão das relações entre Estados, sejam elas diplomáticas, comerciais, legislativas, etc. Difere-se da antropologia, direito, economia, filosofia, geografia, história e da sociologia, ainda que se valha de diversos conceitos e noções destes. Um dos problemas básicos das Relações Internacionais, é o estudo da paz, diplomacia e guerra entre os Estados como um ator internacional, assim como o estudo de organizações internacionais, transnacionais e ONGs no Sistema Internacional. As linhas de pesquisa dividem-se basicamente em política externa, economia política, segurança internacional, legislação internacional, instituições internacionais e o processo de globalização.

Como ciência, dificilmente se percebe um objeto de estudo restrito apenas às relações internacionais. Alguns autores propõem vagamente que os estudos limitem-se aos acordos comerciais, diplomáticos, de paz, etc., bem como declarações formais de guerra. Contra essa idéia, argumenta-se que a mera formalidade burocrática não é suficiente para configurar a relação internacional. Estas questões não impedem as relações internacionais de configurarem uma ciência própria. Segue a matéria sobre essa profissão feita pelo Jornal Hoje.



Escrito por edmagalha.ferreira às 16h17
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Amizade

"Amigo é coisa prá se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração, assim falava a canção que na América ouvi..." (Milton Nascimento - Canção da América)

Falarei sobre essa relação afetiva, a princípio sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do amor ao próximo. A amizade pode ter como origem, um instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se denominam "melhores amigos". Os melhores amigos muitas vezes se conhecem mais que os próprios familiares e cônjuges, funcionando como um confidente. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas. Muitas vezes os interesses dos amigos são parecidos e demonstram um senso de cooperação. Mas também há pessoas que não necessariamente se interessam pelo mesmo tema, mas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e amizade do outro, mesmo que a atividade não seja a de sua preferência.

A amizade, tem sido considerada pela religião e cultura popular, como uma experiência humana de vital importância, inclusive tendo sido santificada por várias religiões. No Poema de Gilgamesh, se relata a amizade entre Gilgamesh e Enkidu. Os greco-romanos tinham, entre outros vários exemplos, a amizade entre Orestes e Pílades. Os evangelhos canônicos falam a respeito de uma declaração de Jesus, "Nenhum amor pode ser maior que este, o de sacrificar a própia vida por seus amigos". As relações de amizade são amplamente retratadas tanto na literatura como no cinema e na televisão. como exemplos, podemos citar: Dom Quixote e Sancho Pança, Sherlock Holmes e Watson, os Três Mosqueteiros, O gordo e o magro, Os três patetas, a série Friends, etc.

No Brasil, é um relacionamento mais típico das últimas décadas, que descreve um relacionamento entre um homem e uma mulher onde estes são amigos, mas também costumam ter algum tipo de relação de caráter romântico-sexual, sem que tenham realmente um compromisso de namoro. Este tipo de relação também é descrita em ditados populares modernos, tais como "amigos também beijam". Embora sejam conceitos diferentes, muitos confundem a idéia de amizade colorida com os conceitos de ficada e relacionamento aberto.

Enfim, o quero dizer é que não importa o lugar, onde está, se vem ou se vai, a vida é um caminho para andar. Se tem algo para esconder ou para falar, sempre será um amigo o primeiro a saber. Um amigo é uma luz, brilhando na escuridão. "Amigo é coisa prá se guardar no lado esquerdo do peito, mesmo que o tempo e a distância digam nãon mesmo esquecendo a canção. E o que importa é ouvir a voz que vem do coração. Pois seja o que vier, venha o que vier qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar. Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar..."



Escrito por edmagalha.ferreira às 19h12
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Dia de Pescaria

Ontem fui de pescaria com meu pai, com um padre amigo da família e com um amigo do meu pai. Como dizia o amigo do meu pai "Na segunda-feira só pesca padre, aposentado e desempregado" e na verdade eramos dois desempregado, um aposentado e um padre. Fui porque meu pai me chamou e também porque fazia muito tempo que queria pescar.

Desde que há memória, a pesca sempre fez parte das culturas humanas, não só como fonte de alimento, mas também como modo de vida, fornecendo identidade a inúmeras comunidades, e como objecto artístico. A Bíblia tem várias referências à pesca e o peixe tornou-se um símbolo dos cristãos desdes os primeiros tempos. A forma mais usual de pescar é com o auxílio de embarcações, começando com a jangada de papiros do Egipto ou a piroga ou canoa de tronco escavado, ainda hoje a principal plataforma de pesca em muitos países menos desenvolvidos, passando pelos barcos à vela, até aos enormes barcos-fábrica responsáveis pela produção de atum e equipados com a mais moderna tecnologia, desde helicópteros para a detecção dos cardumes, até receptores de informação de satélites, que lhes indicam a posição exacta, a temperatura da água do mar, etc.

A nossa pescaria foi bem tranquila, sem muita tecnologia. Um barco, com um motor simples e um equipamento bem simples. Viajamos mais ou menos uns 60 km do Distrito Federal e chegamos a uma nova represa do Corumba. Tinhamos o objetivo de pescar Tucunaré ou qualquer peixe. O lugar era muito bonito, represaram o rio para duas finalidades, para o abastecimento de agua e de geração de energia eletrica. O lugar tem sua beleza, que está se adaptando. Pudemos ver muitos animais, tais como Tucanos, Araras, Siriema e até o Veado-mateiro que é dificil de se ver assim. Chegamos no lago, tava um vento muito forte que quase impedia a condução do barco. Chegamos a uma enseada, fizemos um lanche e preparamos os equipamentos. Começamos a pescar, e nada. Nos movemos para outro ponto, e nada. E no meio disso tudo, comecei a passar mal. A única coisa de "interessante" que aconteceu. Depois de quase cinco horas de molho no sol e de lavar a isca, resolvemos ir embora. Mas valeu a pena para quebrar o ritmo da semana.

Se está estressado, busca emoções fortes e unicas, a pescaria é um otimo rémedio, ainda mais com amigos, entre pai e filho. É um verdadeiro esporte, mas a pesca predatória já não é boa. Se algum dia forem pescar e pegar um peixe fora dos padrões determinados pelo IBAMA, um verdadeiro peixão em potencia, solte-o. Fará bem a natureza, a próxima vez que forem pescar e bem ao seu bolso, porque se a fiscalização apreender, é multa, detenção e dores de cabeça.



Escrito por edmagalha.ferreira às 15h30
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Se eu fosse rico...

"Oh Dear Lord, You made many, many poor people. I realise, of couse, it's no shame to be poor. But it's no great honour either. So what would have been so terrible if I had a small fortune." (Ó Deus, Tu fizeste muitas, muitas pessoas pobre. Estou feliz, claro, não é uma vergonha ser pobre. Mas também não é uma honra. Seria tão horrivel se eu tivesse uma pequena fortuna. Filme: Um violinista no telhado)

Hoje vou comentar esse filme, Um violinista no telhado. Em uma das cenas, o protagonista tem uma conversa com Deus, questionando o porque da pobreza. Um pequeno escandalo em relação a pobreza. E começa a arguntar com Deus, que se fosse rico poderia construir uma casa grande, não ter que cuidar da casa, das galinhas, dos animais e ter servos. A história passa-se na pequena aldeia ficcional de Anatevka, na Rússia sob o Czarismo, no início do século XX. Lá vivem, em boa vizinhança mas sem se misturar, as comunidades judaica e cristã ortodoxa, seguindo as antigas tradições estabelecidas.

O leiteiro judeu Tevye leva uma vida tranquila até o dia em que pretende casar as suas duas filhas mais velhas, Tzeitel e Hodel. Ambas recusam os casamentos arranjados pelo pai e a tolerância de Teyve é levada ao limite quando outra das suas filhas, Chava, decide casar com um não judeu. O leiteiro debate-se nesta situação delicada quando um decreto do Czar obriga todos os judeus a abandonar a aldeia, condenando a sua família ao exílio e à dispersão. Eu recomendo esse filme, ainda mais como sair está muito caro, sempre é bom ter um bom filme, cobertas, pipocas e ótima compania para passar bem vendo o filme.

Mas vejo que muitos devem levar essa frase se eu fosse rico muito sério, pois me entristece ver amigos ou conhecidos trabalhando muito e esquencendo da família. Sempre dizem que é para o bem-estar da família, mas não está bem com a família. Como se fugisse da realidade. Sei que atualmente as coisas estão difíceis, mas também sei que não é para tanto. Infelizmente hoje na política essa frase anda na moda, pois muitos não trabalham para o povo e pagam com o nosso dinheiro passeios a europa entre outras coisas que se for enumerar aqui, ficará monotono. No mais é isso, deixo uma parte do filme, para verem esse dialogo com Deus sobre a pobreza.



Escrito por edmagalha.ferreira às 14h55
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Lua

"Sempre chega a hora da solidão, sempre chega a hora de arrumar o armário, sempre chega a hora do poeta a plêiade, sempre chega a hora em que o camelo tem sede. O tempo passa e engraxa a gastura do sapato, na pressa a gente nem nota que a Lua muda de formato..." (Ana Carolina - O Avesso dos ponteiros)

Hoje vou fazer meu post depois da obra divina de ontem a noite. Quando voltava para casa, pude contemplar a Lua, não era esplendorosamente cheia, nem timidamente crescente. Estava na sua modesta beleza minguante. A Lua sempre foi tema para grandes amantes, poetas, personagens da literatura clássica. Alguns afirmam que influencia na pescaria, outros no corte de cabelo. Dizem ainda que algumas pessoas inconstantes são como a Lua, pois sempre estão mudando. Outros que só ao ver se transformam em lobisomen, mas até aí já é difícil de acreditar. E também a Lua inspira até reclamações do cotidiano, quando diz que as ruas da cidade parecem o solo lunar.

O brilho da Lua, também conhecido como luar, não diminui para metade quando ela está em quarto. O seu brilho é apenas 1/10 do que ela tem quando está cheia! Isso deve-se ao relevo da Lua: quando ela está em quarto as partes mais elevadas projectam sombras nas partes menos elevadas e reduzem a quantidade de luz solar reflectida na direcção da Terra.

Mas de tantas músicas, frases e pensamentos, eu escolhi essa da Ana Carolina, onde diz que as pessoas estão tão atarefadas em conseguir coisas que não sabem o porque fazem, não apreciam belezas naturais como essa. Alguns preferem olhar para a Lua e pensar na pessoa querida. Por muito tempo no Japão, a Lua era a minha companheira nas noites estreladas, quando saia para pensar na minha vida, naquilo que estava fazendo e naquilo que deveria fazer. Era a minha "aconselhadora". Uma vez, numa crise, no meio de uma noite de janeiro, que tinha nevado, frio de -5ºC, resolvi sair para ver a Lua só de pijamas. A Lua tem uma certa magia que me acalma. Me ajuda a ver a mudança do tempo, como os povos clássicos, que tinha um calendário lunar. Mas é assim, esse espetaculo, um astro com um brilho unico que sabe aparecer no momento certo. "(...) luna de tantos amores, luna viva luna hermosa dime si ella es la reina Y la dueña todo mi amor (...)" (Juannes - Luna)



Escrito por edmagalha.ferreira às 17h39
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